TRIBUNA
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Cesar

databasket

09-06-2004 -

O basquete brasileiro vai bem dentro da quadra, com novas revelações. Mas anda mal das pernas no que se refere à arbitragem e organização. Há um sentimento babaca, caipira (no sentido ruim), com os times visitantes. Duas vezes fui a Ribeirão Preto, ver o Botafogo contra o COC e fomos agredidos, de graça pela PM da cidade paulista, atiçados por um diretor local. Outro dia, o jogador Fúlvio, do Corinthians, foi agredido por um moleque bobão e, claro, reagiu. O "carnaval" que se seguiu, beirando a palhaçada, pelo PM que queria porque queria algemar o atleta, é de um
ridículo à toda prova. Aquele túnel que foi criado para "facilitar" a entrada dos atletas corintianos é de uma fragilidade e de improviso de doer. Ontem (dia 10), o dublê de árbitro e modelo apita um final de partida Fla x Ajax com o cronômetro claramente zerado e cria uma confusão totalmente desnecessária. Não fosse o ex-árbitro Affini, a irregularidade se confirmaria, para vergonha do basquete brasileiro. Tenho profundo respeito pelo Emmanuel Bonfim, pelo que ele representa para o basquete brasileiro e pelo que ele fez pelos "Leões Indomáveis", de saudosa memória, do basquete do Botafogo do Rio de Janeiro. Mas Emmanuel não tem motivo algum de reclamar de um jogo em que, claramente,
foi perdedor. Ele que trate de vencer o quinto jogo, porque tem competência e time para isso.
Mas que o basquete do Botafogo, fora das Olimpíadas, precisa urgentemente de uma reunião, sem bairrismo, sem clubismo, em prol do desporto, ah!, isso precisa. E rápido! Senão, os nossos Nenês, Varejões e Guilhermes vão embora
e a gente entra num processo de desmoronamento do basquete.
Que todo mundo bote a mão na consciência e trabalhe pelo basquete.
Que os árbitros tomem vergonha na cara e apitem profissionalmente. Que as polícias encarregadas de dar segurança aos jogos, realmente dêem segurança aos clubes
e torcida visitantes. Que os jogos sejam decididos pela supremacia do time melhor sobre o time pior. E não por erros, pantomimas etc. O basquete brasileiro, várias vezes campeão, com os homens e as mulheres, não merece isso.
Cesar Oliveira, Rio de Janeiro, RJ