Nao e querer criticar apos a derrota mas ficou claro que o planejamento, ainda empirico da selecao nacional de basquetebol, e uma das causas para o fraco desempenho tecnico-fisico-tatico contra equipes de alto nivel. A falta de estrutura e de planejamento de treino visando um pique na performance ficou evidenciado durante a competicao. Falta ainda no calendario brasileiro oportunidades de intercambio e de jogos contra tecnicos profissionais e equipes do 1o escalao mundial do basquete. E triste saber que o Brasil ficara de fora de mais uma Olimpiada. O preparo dos tecnicos e das equipes brasileiras ainda e de terceiro mundo. Venho tentando explicar e demonstrar isto por meio dos livros eletronicos para o basquetebol que tenho publicado no meu site: www.coachcneto.com/webadd.html A ausencia do Brasil em mais uma Olimpiada cria um grave problema para os tecnicos que militam no basquetebol internacional, especialmente vindo do pais do futebol. Fica dificil competir por posicoes contra tecnicos americanos, croatas, italianos, etc. Estavamos todos torcendo pelo sucesso do Brasil no pre-olimpico pois isto traria beneficio para todos. Nao acredito em jogadores promessas e que o time brasileiro e um time para o futuro. Se o preparo do Brasil continuar o mesmo, o "gap" existente entre as nossas equipes sera maior ainda daqui a 4 anos. Hoje posso garantir que o preparo e o planejamento empirico do Brasil o coloca atras de muitos paises da America do Sul, da Europa, como tambem da Asia e do Golfo Persico. Por exemplo, o equipamento, a tecnologia e as instalacoes que eu utilizo para scout, analise de jogos e treinamento de minhas equipes na Asia e nos paises do Golfo ainda nao e utilizado ou nao existe em nosso pais. Isto e uma vergonha! Desta forma nao podemos competir com paises do 1o mundo do basquetebol internacional pois nao estamos no "same testing family", por tanto nao existe "contest" pois ja estamos atras antes mesmo da "bola ao alto" . Agradeco a atencao, mas e com muita frustracao que pude observar o fraco desempenho do Brasil no pre-olimpico.
Marcio
RE: 13-09-2003 8:06:
Ola, mudando de assunto, hj começa o paulista, e promete ser o mais equilibrado dos ultimos anos, esse ano acho que da UNIARA. Vamos ver ? Walter, se precisar de alguma coisa do Brasil, ou do basquete brasileiro....so pedir. Pois e um prazer estar escrevendo com vc, que aprendi a admirar, pelo livro "Sistema de Ataque e Defesa", e pela etica , Parabens\ Abraço , Marcio
Walter
RE: 12-09-2003 17:20
Marcio: Tudo bem? Eu nao acho etico criticar jogadores e tecnicos apos conhecer o resultado final da competicao. Eu so lamento que o Brasil tenha participado de 2 torneios, Sulamericano e Panamericano, com uma equipe, conseguindo um bom conjunto e ritmo de jogo mas no Pre-Olimpico jogou com uma equipe totalmente diferente, com jogadores que se apresentaram muito tarde para a campanha e para os treinamentos de classificacao para a Olimpiada. Nesta area eu acho que houve um erro! Se voce se recorda o Brasil teve algumas dificuldades durante o Pan e no proprio sulamericano. Nas duas competicoes percebi que o Brasil teve muitas dificuldades em jogar contra equipes que tinham pivos altos e contra equipes que marcavam mais agressivamente. Estas dificuldades e situacoes voltaram a se repetir durante o pre-olimpico. O problema maior e que nesta competicao nos perdemos todos os jogos contra todos os adversarios que eram fortes candidatos a uma vaga para a Olimpiada. Nao acho que teha faltado experiencia ou que perdemos devido a jovialidade da equipe. Acredito que perdemos por detalhes, detalhes tecnicos, taticos e de planejamento durante a competicao. A ausencia do Brasil na Olimpiada certamente ira repercutir muito mal para a imagem do basquete Brasileiro no exterior como tambem ira aumentar as dificuldades nas areas de patrocinio e marketing. Os clubes, as federacoes e a CBB passarao por momentos financeiros ainda mais dificeis e complicados. Sem patrocinio, sem o marketing e sem o apoio da midia sera muito dificil financiar qualquer trabalho de base, desenvolvimento de novos talentos e de programas internacionalmente competitivos tanto no feminino quanto no masculino (intercambio, viagens e acesso a informacao). Em relacao a Selecao nacional eu so posso dizer que seria uma honra servir e trabalhar para o desenvolvimento do basquetebol no meu pais. Me sinto capaz tanto na parte tecnica quanto na parte administrativa. Eu acredito que o sucesso do Brasil em competicoes internacionais so acontecera com muito esforco, dedicacao e trabalho. Ate breve!
Marcio
RE: 12-09-2003 13:04
Nossa o basquete ai, e quase igual ao do Brasil, Franca esta voltando a ter patrocinador o Banco do Brasil, valor do Patrocinio R$65000,00, o time de Limeira tem R$30000,00, veja so como nosso basquete esta evoluido.Mas voltando a Sel. Brasileira, eu acho que faltou foi o armador, esta historia de equipe unida e legal, funciona, mas começar a rremessar igual ao Marcelo e dificil.Faltou um armador mais experiente, acho o Rato ideal para este papel, pois ele vinha bem no nacional. Faltou alguem para falar "Marcelinho, se vc continuar arremessando a bola não vai chegar a tua mão táo rapido", mas pela união do grupo. E sel. vc nunca foi sondado, para trabalhar com ela? Abraço Marcio
Walter
RE: 12-09-2003 6:13:
Caro marcio agradeco mais uma vez as suas palavras carinhosas e o seu elogio ao livro "sistemas de ataque e defesa". Fico surpreso com o tec. zanon ter achado este tipo de soft uma besteira. Ele foi um bom jogador. Mas como todo armador brasileiro gostava muito de arremessar. Infelizmente o Brazil nao tem uma escola de armadores e pivos. Alguns dos softs que podem ser utilizados ao vivo podem ser encontrados nos seguintes URL: scorepad: http://www.sportspilot.com/About/Products/SCOREPAD_BASKETBALL.htm All Stats - http://www.allstats.com/ pocket hoops - http://infinitemobility.com Cybersportsusa - www.cybersportsusa.com Os softs mais caros sao melhores e mais completos. O nivel de basquetebol no mundo arabe e no oriente medio e bom pois a maioria das equipes sao treinadas por tecnicos profissionais estrangeiros. Os jogos sao taticos e bastante competitivos. Dependendo do pais, voce pode ter ate 3 jogadores estrangeiros em cada equipe. Eu dirigi uma equipe profissional no Libano que tinha 3 jogadores americanos. Os meus jogadores eram de boas universidades americanas como: Louisville University, University of Georgia and Souhern Miss. A media salarial dos meus jogadores estrangeiros era de 10.000 dolares por mes. Minha equipe nao estava entre as que mais investiam no basquetebol e tinha um orcamento de mais de 600.000 dolares por ano. Em Bahrain onde estou no momento podemos jogar com 2 estrangeiros - contratamos um Nigeriano de 2.11 de altura e um Iraquiano de 2.02. Para a copa dos campeoes da Asia em Taiwan contrataremos mais um jogador estrangeiro. Como voce pode observar o basquetebol no mundo esta evoluindo. A televisao e o intercambio de tecnicos e jogadores tem ajudado muito neste processo. Infelizmente o mesmo nao acontece no Brasil - ficamos apenas com a cobertura pela TV e sem este intercambio - mais por motivos financeiros. Espero ter respondido as suas perguntas e curiosidades. No mais, estou aqui amargurando o fato de que o Brasil nao ira participar dos jogos olimpicos na Grecia. Saudacoes a todos.
Marcio
RE: 11-09-2003 8:42:
Caro, Walter Carvalho, concordo em genero numero e grau com a sua explanação. Somente deixando uma ressalva que todo estes trabalho vem da nossa base, Pivo sobe para corta e fica la em cima para fazer a "Ponte". e ai não desce mais. Quanto estes software, eu estou testando um demo que achei em um site americano, e de fato, e tudo que Sr disse. Ele calcula todas as porcentagens por quarto, por tempo em quadra te da um quadro geral de todos os fundamentos de todas as equipes que participam do campeonato ou torneio com os seus respectivos indices.E muito facil trabalhar com ele o scout e integrado a todas essas informações e de todas as equipes e muito bom , so não me lembro o nome pois esta instalado em meu comp. que esta em casa. Digo mais mostrei para o Sr. Zanon (lembra dele ?) que hoje e tecnico de basquetebol de Limeira, ele achou besteira....Mas o Sr. sabe bem o que e isso e insegurança que assola os treinadores brasileiros. Mas quem sabe daqui uns trinta anos o basquete brasileiro chegue na era da informatica. Abraço PS. seu livro e meu livro de cabeçeira, junto com a Arte da Guerra, Sun Tao, todo treinador deveria ler.Como e o nivel do basquete por ai?
Marcio
Walter
RE: 10-09-2003 6:45:
Ola Marcio Francisco. Agradeco as suas palavaras carinhosas. Eu concordo com voce pois acho que os nossos pivos nao foram aproveitados de uma forma que pudessem explorar suas habilidades, ou seja, de frente para a cesta e isolados contra os seus marcadores em alguns setores da quadra. Algumas das jogadas mais utilizadas pelo Brasil durante a competicao os colocavam muito longe e de costas para a cesta executando corta-luz para os nossos alas. Outras jogadas os posicionavam na posicao de pivot de baixo tambem de costas para a cesta. A porcentagem de arremessos de 3-pontos tentados pelo Brasil por jogo, para o aproveitameno que tem em media por equipe, e muito alta. O total de arremessos de 3-pontos de uma equipe deve ser igual a 1/3 do total de arremessos tentados. Por exemplo, para um total de 60 arremessos - o total de arremessos de 3-pontos nao deve ultrapassar 20. Os nossos pivos e alas arremessaram muitas bolas de 3-pontos com um baixo aproveitamento. Isto diminuiu a porcentagem de aproveitamento de arremesso por posse de bola do Brasil durante os jogos, principalmente durante os jogos mais importantes. Gostaria de saber quantos arremessos de 3-pontos os pivos americanos, argentinos ou porto-riquenhos tentaram por jogo? A porcentagem e o aproveitamento nas finalizacoes dentro do garrafao por intermedio de nossos pivos e alas foi inferior aos das equipes adversarias, especialmente contra as 3 equipes que se classificaram para a Olimpiada. Quanto ao equipamento utilizado pelo Brasil para scout e analise de jogos, eu conheco tal equipamento com filmadora e video. Este equipamento e bom mas demanda muito tempo e trabalho ate ser editado de uma forma que possa ser utilizado de uma maneira adequada. E dificil utilizar este equipmanto durante o jogo. O que esta faltando e a tecnologia para analisar a performance da equipe durante o jogo. Todo o trabalho de scouting hoje em dia e feito eletronicamente e a informacao pode ser imprimida durante o jogo. Todo o calculo e a analise individual e por equipe pode estar nas maos do "head-coach" durante ou no intervalo do jogo. Equipes da NBA e universitarias norte-americanas ja utlizam este tipo de equipamento ha muitos anos. Nao estou falando apenas de estatistica individual e/ou aproveitamento de arremessos, mas de combinacoes de informacoes tipo: aproveitamento por posse de bola, aproveitamento de arremesso por jogada, melhor formacao defensiva e ofensiva, porcentagem de rebote de acordo com os arremessos tentados e nao-convertidos, posicionamento dos arremesos da equipe, alem de outros dados muito importantes durante uma competicao de alto-nivel. O Brasil perdeu e nao se classificou para as Olimpiadas por detalhes, detalhes estes tecnicos e cientificos. O Basquetebol praticado no Brasil ainda nao entrou na area cientifica. Durante os 15 anos que estou militando no basquetebol internacional, pude observar que as equipes americanas e do leste Europeu executam um sistema de jogo cientifico, baseados em porcentagem de aproveitamento de arremesso e dados estatisticos de acordo com a habilidade de seus jogadores e filosofia de jogo. No momento eu estou dirigindo a equipe profissional do Muharraq Sports Club em Bahrain. Trabalho tambem para a Bahrain Basketball Association e para a FIBA no desenvolvimento de tecnicos e jogadores e na organizacao de clinicas e camps de basquetebol na Asia e no Oriente Medio. Alguns dos meus trabalhos podem ser encontrados e baixados no site: www.coachcneto.com/webadd Estou muito triste pois o Brasil ficara mais uma vez de fora dos Jogos Olimpicos. Agradeco a sua atencao e carinho.
Marcio
RE: 09-09-2003 7:25:
Ola, Walter Carvalho, agredito em muitas coisas em que vc esta escrevendo nao so da preparação, mas tb do dia a dia do nosso basquete. Observando nossos pivos por exemplo tinham grande vantagem no um contra um, mas tinham que ser usado para fazer "corta luz"para o nosso "Famigerado" Marcelino &cia, o basquete brasileiro ainda apresenta grande falha em sua dinamica, na qual somente jogamos no lado da bola, e corta luz e obriga;ao somente dos pivos. Isso e apenas alguns exemplos. E quanto aos equipamentos passou uma materia se nao me engano com o tecnico Lula, e ele mostrava computadores, filmadoras os quais eram usados para preparacao da equipe. Em qual Sel. o SR esta traba;lhando agora? Tenho seu livro e me ajuda muito....Emas o nosso basquete continua uma panela...Leia o artigo do Diariodobasquete.com, "O basquete precisa de mais união"escrito pelo Jornalista Trajano...Abraços Marcio Francisco