paulo fernando garcia junior

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29-11-2002 -
A comentários feitos por Marcel , das conquistas que Hélio Rubens obteve , você diz que ele sempre obteve em suas mãos os melhores atletas , para lhe provar que não é bem assim ,nos ultimos anos, ao comando de Hélio Rubens o Franca Basquete vinha conquistando todos os títulos em que disputava , até que a equipe carioca Vasco da Gama , resolveu investir na modalidade , contratou as maiores estrelas do Franca Basquete , e no campeonato brasileiro do ano seguinte Helio com sua competência e sem atletas de nome papou mais um título na RAÇA !!!!!!!!
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Marcel

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RE: 30-11-2002 1:50:
Paulo, em primeiro lugar, quero lhe agradecer por discutir minhas observações sem procurar me desqualificar, denegrir ou ironizar. Seus comentários são bem vindos e procurarei responde-los com a isenção de ânimo, que a situação requer. Não quero que pense que acho HR um treinador não qualificado para as funções que hoje exerce. Muito pelo contrário. Discuto, isto sim, seus resultados alcançados com a seleção brasileira nos últimos seis anos. Sua atuação como técnico nos clubes que dirigiu só merece elogios. Vc cita um grande jogo da história de Franca, que aconteceu no dia 30 de maio de 99. Era o quinto jogo da final do CNBM entre Vasco e Franca, jogo este que terminou com a vitória de Franca por 86 a 80, em pleno Maracanãzinho, após uma prorrogação. O Vasco realmente era um timão. Jogaram pelo menos 10 minutos os seguintes atletas: Charlie Byrd, Demétrius, Mingão, Vargas, João Batista, Janjão e Paulinho. Rogério também pertencia ao Vasco, mas estava contundido e não jogou. O técnico dos cariocas era o renomado Flor Melendez. Embora vc declare que Franca não ostentasse atletas de nome, seu elenco era composto por Chuí, Sandro Varejão, Valtinho, Helinho, Mike Higgins e Márcio. Lembro-me que o então técnico de Franca, HR, também treinador da seleção brasileira, parou o jogo por pelo menos 10 minutos para protestar contra alguma atitude dos vascaínos e/ou dos juízes e nada aconteceu de mais grave a ele ou à equipe de Franca. Afinal era o treinador da seleção brasileira que exigia, correta ou erroneamente, um posicionamento a favor de sua equipe. Se Franca já é uma tradição no basquete brasileiro, o técnico da seleção também tem seu peso nas questões fora das quatro linhas, que sempre são de influência vital dentro delas. Um ano depois, HR transferiu-se para o Vasco, que se cansou da política de levar apenas os melhores jogadores brasileiros e contratou o técnico da seleção brasileira, reconhecidamente um vencedor. Pois bem, veio o CNBM 2000 e Franca, agora com Daniel Wattfy na direção técnica, disputou a quinta partida das semifinais, no dia 20 de junho de 2000 ? Tijuca TC - justamente contra o esquadrão do Vasco da Gama, dirigido pelo treinador da seleção brasileira. Franca vendeu muito caro a derrota, rendendo-se apenas na segunda prorrogação, 114 a 102. O Vasco jogou com: Helinho, Charles Byrd, Aylton, Sandro Varejão, Demétrius, Mingão, Jose Vargas e Rogério. Franca atuou com Chuí, Douglas, Estevam, Valtinho, Minucci, Jorginho e Márcio. Vc sabe muito bem como terminou aquele jogo. Quero com isso apenas mostrar a influência de HR, dentro do Brasil, enquanto treinador da seleção nacional. Desejo também evidenciar as quatro grandes formações que disputaram as duas partidas que citei, bem como a tradição da cidade de Franca, um dos berços do basquetebol brasileiro. Gostaria de acrescentar que, durante a final do Sul-Americano do Chile em 2001, disputado na cidade de Valdívia, o Brasil perdia por 5 ptos no minuto final, quando um arremesso de Marcelinho provocou uma grande confusão na partida. Os brasileiros exigiam a marcação de uma falta sobre nosso alinha, o que daria 3 lances-livres para o Brasil. Como esta falta não foi marcada, nosso treinador invadiu a quadra e levou junto com ele alguns dos nossos jogadores, tentando pressionar os juízes para que revertessem a decisão. Obviamente, para desespero de todos que assistiam ao jogo, fomos punidos com várias faltas técnicas e perdemos a chance de uma recuperação, pois ainda faltavam pelo menos duas posses de bola ao Brasil. Tudo isso para dizer que a influência de um treinador (qualquer um) diminui à medida que aumenta o nível da competição, ou seja, o basquete falado perde espaço para o basquete jogado quando a competição é de uma esfera maior. Seguramente vc não irá concordar muito com as minhas ponderações, mas lhe agradeço por discuti-las comigo nesse nível. Muito obrigado. |