Paulo Tadeu

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20-02-2009 - Basket brasileiro
Como bom amante de um dos esportes mais competitivos e mais emocionantes, e também fazer parte de uma familia que o pratica há mais de 40 anos,me veio na cabeça uma pergunta sem resposta:Por que o Basquete Brasileiro masculino que já foi o 2º esporte do país, caiu tanto de produção? Já pensei em várias situações, desde o fator administrativo da CBB e também da FPB, que é sem dúvida a detentora do pólo de basquete do país; até os própios jogadores, técnicos, professores e atletas, da falta de apoio financeiro dos patrocinadores...Do patrocínio tenho uma ressalva, o lucro é a palavra de ordem deles e para isto é necessário um retorno na mídia, mas se o esporte não obtém resultados significativos, o patrocinador se afasta,e com isso, os atletas ficam sem condições financeiras e perdem a possibilidade de ter uma preparação adequada,portanto os resultados positivos também não aparecem. Sem dúvida alguma a exemplo de outros esportes brasileiros é preciso "massificar" , fazer campanhas nas escolas, para que o esporte volte a fazer parte da grade de educação fisica.E isso consiga se expandir para os parques e clubes das cidades. Eu como ex- jogador posso garantir uma coisa: o Brasil já perdeu grandes jogadores, quando ainda estavam em suas categorias de base, por terem que abandonar o basquete, pois ele não tinha como ser uma meio de vida pra eles,por essa falta de subsídios. Em uma época ainda romântica, muitos atletas faziam suas jornadas de trabalho durante o dia e jogavam durante a noite, era realmente uma crueldade, porque nem um lanche entre estes períodos eles tinham.Faziam porque gostavam,ou melhor amavam o esporte.Na verdade pagavam para jogar,e por isso foram se perdendo pelo caminho. Contudo,acredito no esporte, tenho quatro filhos que praticam e tentam seguir carreira, seja como jogadores ou técnicos e continuo a incentivá-los.Confesso que é dificil pois eles não têm referências de ídolos no Brasil, pelo tamanho do nosso país, temos um numero reduzido de pessoas que podemos citar como exemplos. A resposta para a questão do basquete, pode estar nos olhos de um amante (que pode ser um sonho ou uma fantasia) mas vi uma cena que me impulsiona a não esmorecer.Minha filha de apenas 10 anos, que está em fase de teste no Finasa, me mostrou inconscientemente um exemplo e com certeza um caminho para o retorno do basquete ao seu lugar. As mulheres já saíram na frente e vou dizer porque:A instituição Finasa-Osasco que sempre colaborou com o basquete feminino, desenvolve um trabalho de base surpreendente, é de fazer inveja ao grupo masculino, neste dias que tenho acompanhado a minha filha Luana, fiquei impressionado com o que vi. Professores, técnicos, preparadores físicos, administradores, laborando em uma sintonia única e com objetivo definido: A FORMAÇÃO DE NOVAS ATLETAS, esta é a fórmula que todos os esportes devem seguir como exemplo, o trabalho com as categorias base é fundamental. Vi algumas atitudes durante os treinos que me emocionaram: atletas com mais tempo de treinamento,ajudando as mais novas, incentivando, torcendo para a companheira acertar a posição dos pés, das pernas, dos braços, das mãos na hora do arremesso, da bandeja.Sem deixar de mencionar que a idade destas meninas é de no máximo 11 anos. Percebo que sem uma boa formação e um técnico aplicado elas não teriam esta atitude.Então, gostaria de parabenizar a técnica Priscila, que tem muito talento e está fazendo um trabalho maravilhoso,claro sendo supervisionada pela também ex-jogadora Macau e o professor Fernando. Finalizando acho que meus filhos têm muita sorte em gostar de basquete e conseguir praticá-lo em meio a esta confusão.Continuarei ajudando no que posso. Minha filha mais velha, Sarith que também já foi jogadora, hoje está tentando engatar uma carreira de técnica, o meu filho Arthur está jogando na categoria infantil do Palmeiras, prometendo continuar a saga.Meu filho Cristhyã, de apenas 7 anos, não consegue ficar sem uma bola de basquete por muito tempo,estou procurando um lugar pra ele treinar e pode ser que ele comece nas categorias de base do Palmeiras. Portanto, como eu vejo em casa,e em muitos outros lugares também deve existir isso, as pessoas acreditam que o basquete pode mudar, vamos salvá-lo, eu sei que ainda dá tempo!!
Paulo Preto( ex- jogador do Palmeiras)
São Paulo,13 de Fevereiro de 2009. |
Odair

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RE: 05-03-2009 0:13: Confraria
Caro Paulo Preto, grande Paulo Preto, arremesso perfeito linha dos três sempre acabávamos ganhando aquele racha no Palmeiras, que saudades, você é uma das pessoas boas que o Basquete proporcionou. Gente finíssima.
Quanto ao comentário da Priscila é legitimo, entenda o ministério dos esportes libera verba para as confederações, inclusive a CBB para administrar e gerir o Basquete, esta distribui gratificações mensais algumas federações que a troco destas gratificações votam e elegem o mesmo que pretende dar continuidade no continuísmo, isto é bom para eles. Tanto que presidente vota em presidente.
Paulo Preto, ai temos o Julio Malfi fazendo escolinha de graça, para alguns garotos, visto que mais coloca grana do que recebe. O Adriano Geraldes grande formador de atletas de base esta desempregado, o próprio Julio Malfi excelente profissional também a deriva, o Vagner Stefani trabalhando em empresa privada e muitos afora.
Com isto existem os Zés Manes empregados, trabalhando em categorias de base e assim a fora.
Desculpe-me meu amigo Paulo Preto, esperanças em achar que no meio do Basquete formam-se cidadãos, eu tenho duvidas atualmente.
Abraços
Odair Viola Sabbag
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Paulo Tadeu

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RE: 02-03-2009 7:24: Basket Brasileiro
Priscila, acho que vc tem razão ,quando vc fala das federações,mas não concordo quando vc diz que o basket é um esporte ingrato, eu vou continuar a incentivar e nunca desistir, porque se o atleta não consegue dar continuidade na sua carreira esportiva, provavelmente se tornara um cidadão de bem e esta é minha idéia quando coloco os meus filhos e aconselho meus amigos a também o fazerem. Eu te peço ,não desista do basket não, passe a vê-lo de uma outra forma. Se vc não percebeu ,mas quando indicou o Julio Malfi, já é um bom sinal, porque além dele ser um grande profissional é meu amigo paricular de longa data, jogamos juntos em categorias de base e a escolinha dele está dando muito certo. Paulo Preto |