06-10-2008 - ATLETA “CESTINHA DA COMPETIÇÃO”
Sinceramente me revolta quando leio ou assisto alguma reportagem sobre basquete nacional, estadual ou municipal elogiando somente o(a) atleta “cestinha da competição”, como se esse fosse o único fundamento necessário para um atleta ser considerado o melhor jogador de uma partida ou competição. Esse erro acontece na maioria das reportagens em televisão, jornal, revista e site do nosso país, e o que mais me preocupa é que estes valores são repassados para técnicos e jogadores que estão começando no basquete. Quantas vezes assisti ou li sobre competições onde além dos times melhores colocados o “atleta cestinha” era recompensado com um troféu, e que por muitas vezes a equipe desse atleta ficou nas últimas posições da competição. Foram varias vezes em que presenciei atletas ao final de uma partida saírem correndo e pedirem ao técnico para olharem a súmula do jogo para ver quantos pontos fizeram. O que dizer para aquele atleta que marcou muito bem seu adversário, que armou as melhores jogadas para seu time, que deu as melhores assistências, que não errou nenhum passe, que não perdeu nenhuma bola durante a partida. Teremos que dizer para estes atletas que o mais importante é fazer cestas, ou que o mais importante é o coletivo de uma equipe, onde todos os atletas tenham que ter domínio sobre todos esses fundamentos. Hoje mesmo ao abrir o site da CBB nas reportagens sobre o Campeonato Brasileiro Sub 15 Feminino são citados somente os nomes das cestinhas das partidas, será que foram elas as melhores jogadoras das partidas para merecerem destaque no site do órgão mais importante do nosso basquete. Ao consultar informações sobre o que coloquei acima em outros países veremos que o atleta para ser considerado o melhor da competição ou merecer algum destaque é considerado todos os fundamentos exigidos no basquete.
Positivo: Negativo: % Arremesso livre certo % Arremesso livre errado % Arremesso 2 pontos certo % Arremesso 2 pontos errado % Arremesso 3 pontos certo % Arremesso 3 pontos errado Rebote ofensivo Bola perdida Rebote defensivo Falta cometida Assistência Bola roubada Falta recebida Com essas atitudes estamos ensinando aos novos atletas que estão surgindo que o importante não é o coletivo, mas sim ser o “cestinha da equipe”, mesmo que o seu time não ganhe o jogo.
Joel (Santa Catarina)
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