A final do torneio Super Four, em Foz do Iguaçu, teve de tudo: Marquinhos e Leandrinho desfalcando o Brasil e Manu Ginóbili a Argentina, confusão no segundo período, Luis Scola sendo anistiado pelo Houston Rockets no meio da partida e se machucando no finalzinho, enfim, foi um confronto com muitos ingredientes, com cara de clássico das Américas, que acabou com vitória brasileira por 91 a 75, dando um baile no garrafão adversário, para vencer com moral no seu último jogo em território nacional antes dos Jogos Olímpicos de Londres.
Com 14 pontos, 5 rebotes e 7 assistências, Marcelinho Huertas foi o grande nome da vitória, seguido por Larry Taylor, com 16 pontos, Tiago Splitter, com 19 pontos, 8 rebotes e 5 assistências e Anderson Varejão, que terminou a partida com 17 pontos e 4 rebotes.
O jogo
Com uma bola de três pontos do pivô Luis Scola e a resposta na mesma moeda do armador Marcelinho Huertas, o jogo começou quente em Foz do Iguaçu, prometendo muito equilíbrio, mas a seleção brasileira fez questão de tornar às coisas mais fáceis.
Com um jogo interno forte, utilizando bem os pivôs, como pouco se vê nas apresentações brasileiras, o selecionado de Rubén Magnano aproveitou bem a ausência do argentino Manu Ginóbili, dominando os minutos iniciais e chegando a abrir 11 pontos de vantagem.
Depois da arbitragem argentina ter irritado os brasileiros no jogo da semana passada, foi a vez dos hermanos se exaltarem com nossos árbitros, que pegaram duas faltas em sequência de Juan Gutierrez, deixando o treinador Julio Lamas irritadíssimo. Ao ir reclamar com a arbitragem, o treinador argentino acabou levando uma falta técnica.
A vantagem era brasileira, mas, com Luis Scola aparecendo bem na sua função de pivô, os visitantes conseguiram tirar a diferença, perdendo a primeira parcial para os brasileiros por 28 a 21.
Tudo soprava à favor da seleção canarinha, que viu Scola cometer a sua terceira falta logo nos minutos inicias do segundo quarto.
Sem sua principal estrela e perdendo a partida, a Argentina apelou para o jogo que mais gosta de fazer, o jogo sujo. Léo Gutierrez se envolveu em uma confusão com Marcelinho Machado, que respondeu empeitando o jogador. Pronto, era tudo o que os argentinos queriam.
Resumo desses minutos ridículos para o basquete: Exclusão de Machado e Léo Gutierrez e uma falta antidesportiva de Nenê Hilário, que resolveu comprar a briga.
Com o melhor clima, para a Argentina, é claro, os visitantes fizeram 6 pontos seguidos sem resposta do time brasileiro, que parou de jogar com o garrafão, tendo feito 8 arremessos de dois pontos e 6 de três durante a segunda parcial.
Apesar de alterar o jogo que estava dando certo, o Brasil foi para o intervalo com uma boa vantagem, vencendo por 47 a 37.
Depois do intervalo os hermanos voltaram decididos a tirar a desvantagem e ir para o quarto período com o jogo aberto.
Com um bom início, os visitantes conseguiram cumprir com o objetivo, vencendo a parcial por 24 a 19 e indo para os 10 minutos finais perdendo por apenas 66 a 61. A notícia ruim para os argentinos é que, no final do período, Scola pegou a sua quarta falta e Nocioni foi excluído da partida ao cometer sua quinta falta.
Voltando a jogar muito forte dentro do garrafão, o Brasil deu um baile no último período. Com grande atuação de Tiago Splitter, a seleção brasileira fechou a partida em 91 a 75.
Oscilamos em alguns momentos, chutamos muito de fora durante alguns minutos, Alex Garcia continua a cometer sua faltas após receber bloqueio e nosso ataque ainda tem dificuldades contra uma defesa zona, mas, no geral, foi uma grande vitória. Tudo bem, eles estavam sem Ginóbili, mas e daí? Nós estávamos sem Leandrinho!
Agora o selecionado de Rubén Magnano, que definirá a seleção que vai jogar em Londres, irá se preparar para o amistoso contra os Estados Unidos, no próximo dia 16, em Washington.
Foto: Colin Foster