A tão decantada mudança no basquete brasileiro funcionou, em termos, até as oitavas-de-final do Campeonato Mundial Adulto Masculino – 2010, quando o adversário foi à Argentina. No duelo entre os rivais sul-americanos, o selecionado portenho venceu, nos detalhes, por 93 a 89 (46 a 48 no primeiro tempo), nesta terça-feira (07 de setembro), em Istanbul, na Turquia.
O ala/pivô Luís Scola foi o principal nome da partida, anotando 37 pontos e apanhando nove rebotes, não conseguindo ser contido pela defesa brasileira em nenhum momento. Foi intrigante ver que o Brasil não conseguiu marcar a principal jogada dos argentinos, esta que vem sendo utilizada pelo técnico Sergio Hernendez desde o começo da competição.
Os outros nomes de destaque da Argentina foram Carlos Delfino, com 20 pontos e duas assistências, e Hernan Jansen, com 15 pontos. Pelos lados do selecionado nacional, Marcelinho Huertas, com 32 pontos e duas assistências, e Leandrinho Barbosa, 20 pontos e duas assistências.
O jogo, como já era previsto, foi marcado pelo equilíbrio e emoção, com o primeiro quarto terminando empatado e o Brasil conseguindo uma ligeira vantagem de dois pontos no final do primeiro tempo. No terceiro período, o Brasil viveu seu melhor momento, chegando abrir vantagem, em duas oportunidades, mas não conseguindo manter essa distancia do rival por muito tempo, fechando quatro pontos na frente.
No quarto final, o equilíbrio e a emoção tomaram conta do jogo e o que se viu foi um Brasil voltando a errar, como ocorreu em alguns jogos da fase inicial, e o técnico Ruben Magnano exagerando e errando demasiadamente nas alterações, que se mostraram amplamente equivocadas, já que permitiram ao time argentino pular ao comando do marcador, com uma vantagem suficiente para ser administrada até o final.
A eliminação brasileira do Mundial da Turquia é resultado de uma preparação conturbada, marcada por contusões e equívocos – como a presença de Hátila Passos aguardando a melhora de Nenê Hilário e quando este atleta foi cortado por contusão, o chamado foi João Paulo Batista; excesso de amistosos contra times de grande porte, que desgastaram bastante o elenco; além da participação de um evento para agradar o patrocinador, onde a seleção jogou em quadra aberta e com muito sol. Fora isso, foi trazido um técnico com um currículo vencedor, contudo a equipe de trabalho foi quase à mesma do seu antecessor, que também não havia atingido nenhum resultado favorável.
Agora, é repensar e ver se estamos, realmente, no caminho certo ...
ARGENTINA (25 + 21 + 20 + 27 = 93)
5. Pablo Prigioni (6),10. Carlos Delfino (20),14. Hernan Jasen (15),4. Luis Scola (37),7. Fabricio Oberto (7). Entraram: 9. Luís Cequeira (2), 6. Roman Gonzalez (0),11. Paolo Quinteros (0), 12. Leonardo Gutierrez (6) e 15. Federico Kammerichs (0).Técnico: Sergio Hernandez.
BRASIL (25 + 23 + 18 + 23 = 89)
9. Marcelo Huertas (32pts), 10. Leandrinho (20), 8. Alex (7), 12. Guilherme (3) e 11. Anderson (7 e 5 rebotes). Entraram: 15. Tiago (10 e 5 rebotes), 5. Nezinho (0), 4. Marcelo Machado (10),6. Murilo (0),14. Marquinhos (0). Técnico: Rubén Magnano.
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